5 hábitos que prejudicam a saúde do cérebro

Publicado em: 04/11/2021 Por Marcela Teodoro

O cérebro é, sem dúvida, um dos órgãos mais fundamentais do corpo humano, isso porque controla desde as funções mais simples, como pegar uma caneta, até as mais complexas, como solucionar um problema de matemática.

Mas assim como diversos órgãos do nosso corpo, para funcionar de maneira adequada, nosso cérebro precisa de cuidados todos os dias para que consiga desempenhar as tarefas com excelência. 

No entanto, existem alguns hábitos que adotamos que podem comprometer suas funcionalidades.

É claro que não fazemos isso intencionalmente, afinal, por que faríamos mal a nós mesmos, não é verdade?

Esse é um conhecimento que alguns desconhecem, e que para outros nunca foi ressaltada a real importância.

Por isso, no conteúdo de hoje vamos falar sobre 5 hábitos que prejudicam a saúde do cérebro e por quê é importante combatê-los.

Altos níveis de ingestão de açúcar

Quem não gosta de um docinho, não é mesmo?

O consumo de alimentos com açúcar é realmente uma fonte de prazer, isso porque durante a ingestão desses alimentos, ativamos uma rede de neurotransmissores que interpretam aquele momento como prazeroso, como a serotonina e a dopamina, até aí não há muito problema, mas em níveis elevados essa é também uma das coisas que prejudicam a saúde do nosso cérebro. 

Neste conteúdo falamos da importância de ingerir alimentos que possuem ação anti-inflamatória e antioxidantes e apresentem ômega-3 em sua composição para garantir a saúde do cérebro.  

Dormir pouco

Acredite ou não, dormir pouco é uma das coisas que prejudicam o nosso cérebro.

A falta de sono está diretamente associada ao enfraquecimento do sistema imune, diminuição da memória e capacidade de aprendizado, alterações no humor, enfraquecimento do sistema imune e uma lista de outros malefícios.

A verdade é que além de nos proporcionar uma sensação de descanso, durante o sono nosso cérebro trabalha e realiza uma série de tarefas para nos manter saudáveis. Confira alguns dos processos que o cérebro executa enquanto dormirmos:

  • Elimina toxinas

Realmente o cérebro funciona a todo momento, isso é tão verdade que durante o sono ele faz uma verdadeira faxina e é capaz de eliminar toxinas que se acumulam ao longo do dia.

Durante um estudo realizado pelo Centro Médico da Universidade de Rochester, pesquisadores injetaram uma substância no cérebro de camundongos e observaram a atividade elétrica do cérebro enquanto estavam acordados e também quando dormiam.

Os resultados são impressionantes: quando acordados a substância mal flui, em contrapartida, o mesmo líquido flui com extrema facilidade quando estavam adormecidos ou sob efeito anestésico.

Segundo os pesquisadores, isso acontece porque em estado de dormência o sistema glinfático, uma espécie de sistema de encanamento existente entre as células, se abre e faz com que as toxinas fluam com mais facilidade.

Essa é uma importante descoberta da medicina, já que é de conhecimento geral que as moléculas tóxicas que se acumulam nas células são uma das principais causas de doenças neurodegenerativas, tais como o Alzheimer e Parkinson.

Os pesquisadores fizeram testes em camundongos com beta-amidalite, uma proteína relacionada ao Alzheimer, e notaram que essa desaparecia mais rapidamente quando dormiam.

Esse é um avanço importante no que diz respeito às conhecidas doenças do envelhecimento.

  • Estimula a criatividade

Durante o sono também são realizadas novas conexões que em outras ocasiões jamais se formariam.

O estudo realizado pela Universidade da Califórnia mostrou que por meio do sonho nosso cérebro relaciona coisas do dia a dia que não poderíamos nem imaginar se estivéssemos acordados, são conexões incomuns que nos tornam muito mais criativos, especialmente nos primeiros minutos ao acordar (por isso muitos escritores e poetas aproveitam o começo do dia para escrever, eles aproveitam o estado hipnopômpico, um meio termo entre estar acordado e dormindo que permite as ideias fluírem com mais facilidade, como num sonho).

  • Consolida as memórias

É também durante o sono que o nosso cérebro fixa novas memórias e realiza uma espécie de conexão entre as memórias antigas e as novas.

Isso é de extrema importância quando o assunto é consolidar o aprendizado e fixar o conteúdo aprendido ao longo do dia.

Uma boa dica é não passar longas horas estudando depois de uma aula intensa, reserve um tempinho para descansar, quem sabe tirar um cochilo?

Excesso de tecnologia

Falar sobre o uso de tecnologias em uma sociedade como a nossa pode ser um pouco complicado, isso porque mais de 53% dos habitantes de todo o planeta possuem conta em alguma rede social.

Mas preciso te contar que, embora não sejam nossas inimigas, as redes sociais nos bombardeiam com o excesso de estímulos e informações e isso pode interferir em nosso desempenho cerebral.

É bem verdade que a internet e as tecnologias nos trouxeram muitas facilidades, mas por outro lado deixou nosso cérebro um tanto mais ‘passivo’ ao consumir as informações.

Se antes tínhamos que anotar um endereço importante, hoje contamos com o sistema de GPS, até mesmo para enviar um contato de telefone a um amigo não é mais necessário decorar os números ou dividir uma parte dele com um colega (vai me dizer que nunca pediu a ninguém para guardar os 4 dígitos iniciais para que você só tivesse que lembrar os finais?).

5 hábitos que prejudicam a saúde do cérebro - SUPERA - Ginástica para o Cérebro

Com apenas alguns cliques temos acesso a um universo de informações, os algoritmos das redes sociais nos colocam de frente com vídeos (dos quais a grande maioria simpatizamos), fotos, textos, propagandas e anúncios.

Mas o excesso de informações e estímulos oriundos do universo virtual podem levar ao esquecimento, conforme já alertado por neurologistas. Além disso, nosso cérebro fica ‘preguiçoso’ pois não necessita de muito esforço para ter acesso às informações.

Segundo o psicólogo britânico David Lewis em entrevista ao Portal do Drauzio Varella:

“O cérebro é limitado e ele gasta muita energia. Não é uma energia espiritual, é uma energia orgânica. O cérebro é uma usina, ele pesa 2% do nosso peso, mas consome um quinto do sangue, um quinto do oxigênio, um quinto da glicose, e ele gasta isso cuidando do corpo, cuidando dos pensamentos. Se você sobrecarregar o sistema de triagem, se você tiver múltiplos afazeres, você vai desorganizar outras funções: sono, grau de irritabilidade, risco de burnout, risco de piora da ansiedade. O cérebro vai tentar dar conta porque ele tem uma reserva, só que a gente trabalha hoje em dia com essa reserva. A gente já roda no cheque especial, porque a gente está empanturrado de informação”, explica.

É preciso pontuar que informação é importante, mas é necessário um equilíbrio. “Tirar o cérebro da zona de conforto é importante. Mas existe um limite. E a partir desse limite, ocorre um desgaste”.

Ausência de interação

A falta de interação está associada ao declínio cognitivo, risco de demência e pode também afetar a saúde mental, ocasionando depressão e ansiedade. Então se você não quer ser o novo Michel Siffre, sugiro que confira nossa dica a seguir.

Nos manter ativos socialmente e bater um bom papo contribuem muito para a saúde do nosso cérebro. Pelo menos é o que diz o estudo realizado por pesquisadores em Nova York.

Foi constatado que pessoas com disponibilidade social apresentaram melhor função cognitiva. Ainda sobre o estudo, boas práticas de sociabilidade podem estar relacionadas com a prevenção do Alzheimer, melhora de memória e linguagem. 

Tabagismo

Já é de conhecimento geral a longa lista de malefícios que o ato de fumar causa ao nosso corpo, mas é sempre bom lembrar.

O fumo está diretamente relacionado ao aparecimento do câncer pulmonar, na boca e laringe, doença coronariana e cerebrovascular, um fumante fica mais suscetível a infecções pulmonares, sendo esta uma das principais causas de doenças pulmonares como a bronquite.

E como se não bastasse tudo isso, ele ainda prejudica, e muito, o nosso cérebro.

Um estudo realizado pela Universidade King ‘s College London, da Inglaterra demonstrou que o cigarro danifica o cérebro e suas capacidades de memória e aprendizado.

Durante a pesquisa, os 8,8 mil participantes, todos acima de 50 anos, foram estimulados a falar o maior número de nomes de animais de que se recordassem em um minuto. Passados 4 anos o mesmo teste foi realizado identificando uma relação direta entre a prática de fumar e o baixo desempenho no teste.

Segundo os pesquisadores, esse mesmo declínio cognitivo pode ser a causa de doenças neurodegenerativas.

É importante combater esses hábitos e cuidar da nossa saúde cognitiva pois um cérebro saudável é capaz de:

  • Aprender com mais facilidade;
  • Memorizar as informações com mais qualidade;
  • Criar conexões mais fortes entre as células;
  • Tem menos riscos de desenvolver doenças neurodegenerativas;
  • Nos proporciona saúde mental.

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