Saiba como a neurociência explica o poder da empatia

Publicado em: 30/07/2020 por: Tatiana Olivetto

Temos ouvido falar muito sobre o termo empatia. Por definição, empatia significa habilidade de compreender emocionalmente, capacidade psicológica de sentir o que outra pessoa sentiria, se estivesse na mesma situação. Em outras palavras, colocar-se no lugar do outro, sem julgamentos e com compreensão. Nesse momento delicado que vivemos no mundo,a empatia tem sido um fator essencial, para compreendermos as principais necessidades e dores das pessoas que convivemos.

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No artigo da semana, saiba como a neurociência e o bom funcionamento do nosso cérebro possuem influência direta sobre a nossa capacidade de ter empatia

E você sabia que a capacidade de ter empatia está ligada ao bom funcionamento do cérebro? Sim, uma vez que a empatia envolve três componentes essenciais: afetivo, cognitivo e regulador de emoção. No aspecto afetivo, temos a questão de partilhar e compreender os estados emocionais do outro. No cognitivo, temos a capacidade de definir os estados mentais e o regulador de emoções lida com o grau de respostas apreendidas. Todas essas características estão intimamente relacionadas ao cérebro!

De acordo com a neurociência, o ato de ter empatia corresponde a uma combinação de atos conscientes e inconscientes do cérebro e que dependem do bom funcionamento de certas regiões cerebrais. De acordo com um estudo feito pelo laboratório de neurociências da Universidade do Colorado, diversas partes do cérebro são ativadas e são responsáveis pela geração da empatia. O córtex pré-frontal é responsável pelos sentimentos de solidariedade e compaixão, por exemplo.

O fenômeno da empatia pode ser explicado também devido à ação dos neurônios-espelho. Eles são ativados quando observamos pessoas realizando outras atividades e estão relacionadas às nossas ações ao sermos expostos a essas atividades. A neurocirurgiã Raquel Zorzi, médica pela UNIFESP, mostra como eles funcionam em relação à empatia: “Muitos estudos têm argumentado de forma independente que o sistema de neurônios-espelho está envolvido em emoções e relações empáticas. Isso quer dizer que, quando vemos uma determinada emoção expressada pela pessoa, ativamos esses neurônios que ‘simulam’ como se nós mesmos estivéssemos vivendo aquele sentimento”.

Nossos neurônios são responsáveis por moldar nossos comportamentos e reações. De acordo com a neurociência, a empatia pode ser construída e ativar o sistema neural de caridade. De acordo com um estudo publicado no Journal Social Neuroscience, a empatia pode ser desenvolvida a partir de estímulos neurais desde à infância, que englobam o fortalecimento de processos neurais na estimulação social e emocional.

Outro estudo publicado na revista científica Plos One mostra que pessoas que possuem características como altruísmo e afetuosidade estão mais aptas para reconhecerem e aceitarem o estado emocional das outras pessoas, uma vez que possuem regiões importantes do cérebro mais ativas, como o córtex pré-frontal.

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Mas como treinar a empatia?

Além de mantermos as nossas habilidades socioemocionais em dia, existem algumas maneiras de treinarmos a capacidade de empatia no dia a dia. Vamos para algumas dicas?

  • Esteja disposto a ensinar e aprender: quando ajudamos um colega de trabalho a resolver uma questão ou ensinamos nossos pais a mexerem no celular, de maneira calma e paciente, estamos exercitando a capacidade de empatia. Além disso, o fato de exercitar a humildade para estar disposto a aprender coisas novas também desenvolve habilidades essenciais para nos colocarmos no lugar do outro.
  • Diminua o seu julgamento: deixar de lado a sua visão, as suas crenças e a sua realidade, para entender a realidade do outro é primordial. Isso faz com que aceitemos mais as pessoas como elas são, diminuindo nossa expectativa sobre como gostaríamos que as outras pessoas são. É muito mais sobre aceitar a liberdade do outro, mesmo que às vezes, não concordemos. Afinal, muitas vezes, é melhor ter paz do que razão, não é mesmo?
  • Tenha uma escuta ativa e demonstre interesse genuíno: escutar ativamente o outro, sem interrupções e trazendo a sensação de liberdade para que o outro expresse aquilo que deseja nos torna mais empáticos. Afinal, sermos bons ouvintes faz com que possamos entender e aceitar melhor o posicionamento do outro. Escutar para compreender, não para rebater.
  • Pratique o autoconhecimento: faça uma reflexão, reconheça seus pontos fortes e fracos, interprete suas emoções. Quando reconhecemos tudo aquilo que faz parte do nosso eu individual, nos tornamos mais compreensíveis para entender os valores, emoções e comportamentos do outro.

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Tatiana Olivetto – Assessoria de Imprensa e Comunicação Método SUPERA

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