O hormônio induzido por exercício pode atenuar a Doença de Alzheimer

Publicado em: 15/09/2023 Por Assessoria de Imprensa SUPERA

O exercício físico é amplamente reconhecido como uma estratégia eficaz para a promoção da saúde geral, e sua influência benéfica sobre o funcionamento do cérebro tem sido objeto de estudo e de pesquisas crescentes. Um dos aspectos mais fascinantes dessa relação é a capacidade do exercício físico possibilitar a liberação do hormônio irisina pelos músculos e atenuar a Doença de Alzheimer (DA).

A DA é uma doença neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, não tem cura e leva ao comprometimento progressivo das atividades, e a uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e alterações comportamentais.

Exercício pode atenuar a Doença de Alzheimer

A pesquisa foi realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em colaboração com instituições brasileiras e internacionais, revelou que a irisina desempenha um papel fundamental na preservação da comunicação entre os neurônios e na manutenção das sinapses, as conexões essenciais para o funcionamento cerebral. Além disso, esse hormônio demonstrou a capacidade de impedir que toxinas associadas às alterações neurodegenerativas da Doença de Alzheimer se liguem aos neurônios.

O hormônio Irisina foi descoberto por um grupo de pesquisa nos Estados Unidos no ano de 2012. Inicialmente, o foco dos pesquisadores estava voltado para o entendimento de seu impacto em condições metabólicas, como o diabetes tipo 2 e a obesidade. No entanto, eles passaram a investigar seus efeitos no cérebro e, mais especificamente, seu potencial em mitigar os sintomas da doença de Alzheimer.

exercício pode atenuar a Doença de Alzheimer

Assim, os pesquisadores realizaram 3 testes com camundongos, que foram geneticamente modificados para desenvolver sintomas semelhantes ao da Doença de Alzheimer.

Resultados promissores dos testes em camundongos

No primeiro teste, os camundongos que receberam irisina ou praticaram exercícios físicos demonstraram uma melhoria significativa na memória, enquanto os que não receberam o hormônio passaram mais tempo explorando objetos antigos devido à perda de memória.

Em um segundo teste, os camundongos com Doença de Alzheimer tinham dificuldade para encontrar uma plataforma em um labirinto aquático, mas aqueles tratados com irisina ou que se exercitaram recuperaram a capacidade de lembrar o caminho, sugerindo uma reversão da perda de memória.

No terceiro teste, que avaliou a memória condicionada ao medo, os camundongos com Doença de Alzheimer não demonstraram o mesmo comportamento de medo que os camundongos normais após receberem um choque. No entanto, aqueles tratados com irisina ou que praticaram exercícios físicos conseguiram reter a memória do evento traumático.

Apesar dos estudos terem sido realizados em camundongos, esses resultados são promissores, pois indicam que o hormônio irisina pode desempenhar um papel importante na proteção da memória e no funcionamento das células nervosas no cérebro.

exercício pode atenuar a Doença de Alzheimer

O próximo passo da pesquisa será investigar mais detalhadamente como a irisina exerce seus efeitos benéficos na memória e nas células nervosas.

 Assinam este artigo:

Diana dos Santos Bacelar

Estudante de Graduação do curso de bacharelado em Gerontologia pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo. Atualmente faz estágio na área de pesquisa em treino cognitivo de longa duração pelo Instituto SUPERA – Ginástica para o Cérebro.

Tem interesse na área de treino e estimulação cognitiva para idosos, com enfoque em neurologia cognitiva. Já foi bolsista PUB da Universidade Aberta à Terceira Idade da EACH-USP, atual USP60 + nas oficinas de letramento digital.

Profa. Dra. Thais Bento Lima-Silva

Gerontóloga formada pela Universidade de São Paulo (USP). Docente do curso de Graduação em Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), Coordenadora do curso de pós-graduação em Gerontologia da Faculdade Paulista de Serviço Social (FAPSS), pesquisadora do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretora científica da Associação Brasileira de Gerontologia (ABG). Membro da diretoria da Associação Brasileira de Alzheimer- Regional São Paulo. É assessora científica e consultora do Método Supera.

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