Como lidar com quem tem a Doença de Alzheimer?

Publicado em: 26/09/2022 Por Assessoria de Imprensa Supera

Lidar com uma pessoa que possui a Doença de Alzheimer não é tarefa fácil e precisa de muito cuidado. Muitos cuidadores iniciam o processo de cuidar sem nenhum conhecimento sobre como lidar adequadamente com os desafios e tarefas desta função.

Além de saber mais sobre a doença, de aceitá-la, e de realmente compreender que a pessoa não é a demência, existem estratégias que podem ser usadas para gerenciar os sintomas para reduzir o sofrimento que quem vive com demência e seus familiares cuidadores podem vir a sentir.

O cuidador precisa estar preparado para lidar com vários desafios que a doença pode ocasionar na vida dos familiares, do indivíduo e do próprio cuidador, como o cansaço físico e mental.

É importante que o cuidador esteja treinado para estimular a autonomia e independência da pessoa com demência e que seja qual for o ambiente em que ela está inserida, é preciso acompanhar o seu desenvolvimento e auxiliar para que não haja acidentes, auxiliando nesses processos, mas sempre estimulando o indivíduo ao menos tentar realizar as tarefas, para que sua independência possa ser mantida ou prolongada.

Como lidar com quem tem a Doença de Alzheimer

A perda da memória, confusões e dificuldades para fazer as tarefas do dia a dia exigem paciência e criatividade da pessoa que cuida em lidar com tudo isso.

De acordo com a professora – doutora e assessora científica do Método Supera – Ginástica para o cérebro, Thaís Bento Lima, é muito importante evitar confrontar a pessoa que está passando por essas dificuldades, já que para ela isso pode ser tão frustrante e aterrorizante quanto para a pessoa que cuida.

“É necessário que a pessoa que vive com demência tenha uma rotina com a qual ela se sente confortável, e que ela possa ter mais autocontrole possível do seu ambiente, fazendo as coisas que lhe dá prazer e que ajudam a manter a sua autoestima, podendo evitar o sofrimento da pessoa”, ressalta.

Thaís Bento Lima, assessora científica do Método Supera – Ginástica para o cérebro alerta ainda para a importância de buscar conhecimento e informações de qualidade que possam dar suporte aos cuidados. “Isso oferece melhores condições da pessoa que cuida de lidar com a doença, a apoiar o seu familiar, e a gerenciar a própria vida de maneira mais equilibrada”, afirma.

Como lidar com quem tem a Doença de Alzheimer

Como lidar com quem tem a Doença de Alzheimer: Confira algumas dicas básicas na rotina de cuidadores e de pessoas com o diagnóstico de demência:

– A pessoa idosa com diagnóstico de demência não é uma criança que perdeu a sua capacidade. Não deve ser tratada de forma infantilizada, ainda que necessite de cuidados supervisionados. A pessoa pode estar doente, mas a doença é apenas uma parte da vida dela. Não podemos reduzir a pessoa ao diagnóstico;

– Mantenha a sua rotina o mais normal possível, mantendo hábitos que ela goste, como passear, ir ao cinema, estimulando ao máximo a sua participação;

– Colocar a pessoa com diagnóstico de demência em contato com animais e crianças, para estimular a interação social;

– Ter paciência. Se você acha difícil cuidar, pense se não seria mais difícil ser cuidado. Trate o outro como gostaria de ser tratado;

– Mostre gravuras, revistas e fotos que o agradem;

– Caso ele goste, coloque músicas para ouvir;

– Realize atividades físicas leves ou moderadas, desde que não haja nenhuma contraindicação por problemas de saúde física;

– Tente introduzir em seu dia a dia atividades manuais e exercícios mentais, como ler, jogar e pintar;

– Encoraje atividades domésticas simples como varrer ou tirar o pó, pois irão gerar no indivíduo um sentimento agradável de participação e utilidade;

– Facilite e adapte o ambiente: seja no local do banho – com barras de apoio –, salas e quartos – com tapetes antiderrapantes – e uma boa iluminação.

– Busque aconselhamento com profissionais capacitados que poderão avaliar e indicar quais atividades poderão ser executadas pela pessoa segundo as limitações físicas ou mentais apresentadas.

Todas essas dicas, ajudam a melhorar a qualidade de vida da pessoa com a Doença de Alzheimer, pois o tratamento de doenças neurológicas, para ter melhores respostas, envolve tanto o tratamento farmacológico quanto o não farmacológico.

Como lidar com quem tem a Doença de Alzheimer

Como lidar com quem tem a Doença de Alzheimer é, sem dúvida, um desafio. Mas para a gerontóloga, conhecer a história de vida da pessoa com a Doença de Alzheimer e suas potencialidades é essencial.

“Ao saber de suas preferências, é interessante propor atividades prazerosas que irão repercutir em uma melhora de sua qualidade de vida. Momentos e trocas com os amigos, familiares e o engajamento podem ajudar a acalmar e proporcionar o bem-estar psicológico da pessoa, assim como receber carinho, afeto e gestos de amor, em momentos em que o indivíduo apresentar alterações de comportamento, como agitação, irritabilidade e confusão mental, que são as alterações comportamentais mais frequentes no processo”, frisa Thaís Bento, assessora científica do Método Supera – Ginástica para o cérebro.

Para ela, colocar-se no lugar da pessoa é fundamental para que o cuidador possa ter mais paciência e empatia com o que ela está passando, ajudando a promover uma relação de mais carinho e compaixão.

No decorrer do tempo, pode ficar cada vez mais difícil para as outras pessoas identificarem a personalidade e identidade de quem vive com demência por traz da doença. Segundo a gerontóloga, a pessoa que vive com a Doença de Alzheimer ainda tem a sua identidade, seus desejos, sentimos e preferências apesar da sua doença. “O que muda é a sua capacidade de comunicar e a nossa de compreender tudo isso. E ela, vai dependendo cada vez mais de nós para mantermos o seu valor e identidade vivos perante o mundo”, completa.

Este artigo contou com a colaboração da assessora cientifica do Supera, Thais Bento Lima.

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12 comentários para "Como lidar com quem tem a Doença de Alzheimer?"

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  • Maria Isabel G L Lopes disse:

    Boa tarde
    Minha mãe foi diagnosticada com Alzheimer. Desconhecia completamente a doença.
    Por falta de informação, cometi o maior erro possível. Ela morava sozinha quando começou a se esquecer de tudo. Se recusou a ir morar comigo pois , sempre foi muito independente.
    Para forçá- lá a morar comigo, vendemos o terreno e compramos uma casa maior. Compramos novos móveis. Levamos só as roupas.
    A princípio ela gostou, mas… não se achava em lugar conhecido. Perdeu a identidade. Só tinha as roupas do corpo que lhe eram familiares.
    Em questão de poucos meses, o que era
    ” esquecimento” se tornou pavor de tudo. Deixou de nos reconhecer. Queria fugir de casa para ir encontrar alguém que morava no Rio e que ela conhecia ( meu irmão) todavia, nem ela sabia quem era. Outras vezes queria voltar para a casa do pai. Achava que eu, sua filha, queria envenená-la quando tentava dar a medicação que a médica geriatra havia prescrito.
    Nossa vida virou um inferno. Eu perdia a paciência porque ela não comia, tinha que ficar vigiando os passos com medo que caísse na piscina ou que conseguisse sair do condomínio. Passei a trancar a casa e tirar as chaves das portas.
    Não conseguia conversar comigo pois não me reconhecia. Conversava com o próprio reflexo nas portas de vidro. Com estranhos, nem pensar.
    Um dia, ao levantar, sentada na cama, escorregou, caiu e quebrou abaixo da cabeça do fêmur.
    Foi hospitalizada, operada porém, na UTI, quase consciente, teve um AVC e não mais recuperou a consciência vindo à falecer 65 dias depois, sem acordar.
    A experiência foi a pior possível.
    Não ajudei minha mãe e quase ficamos doentes também, tudo por falta de conhecimento e de orientação.
    Hoje eu leio muito a respeito dessa doença tão terrível.
    Agradeço a oportunidade de ter mais uma fonte de leitura a respeito.

    1. José Carlos Vasconcellos disse:

      Esta muito difícil…

    2. Adriano disse:

      Estou com uma pessoa diagnosticada com alzheimer em minha casa, através do seu comentário percebi que foi um erro tirar ela da casa que ela conhecia durante anos, para vir para a minha, ela passa a maior parte do dia dormindo e pela noite acordada, percebo que ela esta estranhando o lugar, diz que vai para casa da porque esta incomodando, voltar para a casa dela e cuidar dela la, é uma melhor opção.
      muito obdg por seu comentário.

  • luiz antonio ferreira nogueira disse:

    Creio que seria muito bom se o Supera divulgasse a Abraz-Associação Brasileira de Alzheimer pois há frequência grande de alunos idosos que podem ter pessoas da família ou amigos com problemas com cuidadores que cuidam dos seus parentes ou amigos e esse é o foco da Abraz, treinar, orientar e cuidar dos cuidadores.

  • Sandra Regina Bueno disse:

    Um aprendizado único que sempre nos fortalece para cuidar do paciente com Alzheimer, gratidão

  • Syrnaldho Alexandre disse:

    amei o artigo,aprendi Mtu vc om ele.Parabens…

    1. Isabella Rabelo disse:

      Obrigada pelo feedback positivo, Syrnaldho!

      Abraços.

  • Aldo Tadeu Bernardi disse:

    Dra. Thais
    Fico mui grato pelas ” dicas ” que nos deu.
    Minha esposa ( 52 anos de casados + 6 de
    NAMORO ) está com esse problema ha
    + – 6 anos. Dia 11/10 fará 76 anos.
    Para quem éra saudável e derrepente sofrer desse mal…me tirou meus pés do
    chão, más nem por isso deixei ou deixarei de ajuda-la, apesar de algumas vezes ficar bravo com ela. Me PENENTENCIO sempre que faço isso.
    Gracas a DEUS não é agressiva muito ao contrário parece minha SOMBRA para quase tudo que faça ou quer fazer.
    Em fim ainda estou apreendendo a AJUDAR.
    HOJE a maior distração dela é o celular
    ( bom dia..boa tarde e boa noite ) para familiares e amigas.
    Estamos fazendo Hidroginástica e todas as noites faço imposição das mãos em sua cabeça.

  • SILVANEY MARIA PINHEIRO COELHO disse:

    gostei muito, obrigada

  • marcia disse:

    minha mãe esta iniciando com os sintomas, mas nao admite ir ao médico
    esta com.muitas lembranças do passado e esquecendo acontecimentos recentes at mesmo conversar ela nao consegue lembra muitas vezes qual foi o início do assunto. Não si como lidar , falo que ela precisa de ajuda médica, ai vem a revolta para comigo e muitas vezes chora dizendo que sou ingrata para com ela

  • Antonia disse:

    amei o tema muito proveitoso

  • wiliam disse:

    Estou vivendo está situação com minha mãe TD e muito , muito difícil com ela …, vive no mundo dela fala sozinha com o celular fazem três dias que não toma banho, se fala algo é briga, fala que vai embora, olha e terrível tem hora que não sei oque fazer da desespero..

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