A síndrome do pôr-do-sol na Doença de Alzheimer (DA)

Publicado em: 07/04/2021 Por Assessoria de Imprensa SUPERA

Hoje no Brasil temos um dado estatístico preocupante, há cerca de um milhão e seiscentas mil pessoas diagnosticadas com algum tipo de demência, sabemos que a doença de Alzheimer e outras demências continuam sem tratamento curativo, mas possuem um tratamento que visa melhorar a qualidade de vida do portador destas doenças.

A síndrome do pôr-do-sol na Doença de Alzheimer (DA) - SUPERA - Ginástica para o Cérebro

É importante saber que qualquer tratamento que diz reverter a doença não é seguro e nem confiável.

A pessoa diagnosticada com a doença de Alzheimer (DA), muitas vezes sofre com alterações psiquiátricas e comportamentais, que dificultam o cuidado de seu cuidador, impedindo, de certa forma, uma melhora na qualidade de vida do indivíduo.

Síndrome do pôr do sol

Dentre os aspectos clínicos presentes no decorrer da progressão da Doença de Alzheimer, está a síndrome do pôr- do sol ou síndrome do entardecer, trata-se de uma das alterações que ocorrem no decorrer do curso desta doença, aparecendo de modo geral nos estágios moderados e graves.

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Esta condição, consiste em alterações comportamentais, causando perambulação, inquietação, irritabilidade, agressividade, agitação e confusão mental.

Normalmente, ao entardecer, quando o sol se põe e há uma diminuição dos estímulos luminosos, os sintomas pioram onde, muitas vezes, o indivíduo tem dificuldade em se localizar no tempo e no espaço que não reconhece nem o lugar que está ou a sua própria casa, pedindo para ir embora. Também apresenta dificuldades de diferenciar se é dia ou noite.

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É comum observar essa alteração no comportamento de um indivíduo com diagnóstico da Doença de Alzheimer devido a sua desorientação, e estarem menos situados ao mundo à sua volta, com menos clareza do que está acontecendo no seu ambiente.

Normalmente quando estes comportamentos acontecem, o indivíduo começa ver coisas que não existem, fica mais agitado e isso pode agravar os problemas associados a essa doença.

Em média, cerca de 30% dos idosos com (DA), apresentam a síndrome do pôr-do-sol, podendo estar relacionada a alterações no relógio biológico do paciente, levando a ciclos confusos de sono – vigília, fazendo com que o indivíduo tenha uma noite de sono perturbada, levantando-se várias vezes da cama durante a noite, e muitas vezes fazendo menção de sair de casa, no meio da madrugada e até mesmo agredindo o seu cônjuge ou cuidador, durante o período de sono.

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A síndrome do pôr-do-sol pode ser provocada ainda por outros fatores como:

  • Sintomas de tristeza e de depressão;
  • Dores;
  • Sintomas de ansiedade e/ou quadros de ansiedade generalizada;
  • Necessidades não atendidas;
  • Sintomas de estresse;
  • Tédio;
  • Cansaço excessivo ou falta de energia.

Quando o familiar ou cuidador perceber os sinais da síndrome do pôr do sol é interessante tentar descobrir a causa de sua inquietação, irritabilidade e agitação e como pode realizar ações que ajudariam acalmá-lo como, por exemplo, fechar as cortinas antes de escurecer e acender as luzes antecipadamente.

Bem como colocar uma música calma, evitar bagunças e fazer atividades prazerosas que possam auxiliar o indivíduo a interagir e a manter-se distraído. Sugere-se deixar um relógio grande e analógico próximo dos locais que a pessoa mais transita, assim como um calendário grande do mês e ano vigentes.   

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Durante o dia o familiar ou cuidador pode levar o indivíduo para uma leve caminhada ou fazer uma leve atividade física, tomar sol, descansar ou tirar um leve cochilo durante o dia (evitar quando estiver anoitecendo) e manter uma alimentação saudável.

Recomenda-se que cuidadores procurem apoio e suporte, em grupos abertos, de entidades não-governamentais para a Doença de Alzheimer, como a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), buscando informações seguras, gratuitas e confiáveis para lidar com estratégias não-farmacológicas para as mudanças comportamentais decorrentes do quadro demencial.

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Assina este artigo:

Guilherme Alves da Silva- graduando em Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo. Estagiário do projeto de validação do Método SUPERA. Estudante de iniciação científica na área de treino cognitivo.

Graciela Akina Ishibashi- graduanda em Gerontologia pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP). Estagiária do projeto de validação do Método SUPERA. Estudante de iniciação científica na área de treino cognitivo.

Profa. Dra. Thais Bento Lima-Silva, Docente do curso de Graduação em Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), Coordenadora do curso de pós-graduação em Gerontologia da Faculdade Paulista de Serviço Social (FAPSS), pesquisadora do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretora científica da Associação Brasileira de Gerontologia (ABG). Membro da diretoria da Associação Brasileira de Alzheimer- Regional São Paulo. E assessora científica e consultora do Método SUPERA.

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