A menopausa e o cérebro: uma discussão necessária

Publicado em: 17/02/2021 Por Assessoria de Imprensa SUPERA

Com o aumento da expectativa de vida da mulher brasileira, estimada hoje em 80 anos (IBGE, 2019), idade em que se constitui mais de um terço da sua existência, calcula-se que no país, a população feminina na fase de menopausa, represente mais de 5 milhões de mulheres.

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A menopausa é caracterizada por um processo fisiológico resultado do envelhecimento do organismo da mulher. O termo é definido como a interrupção permanente dos períodos menstruais por 12 meses consecutivos, marcando, o fim do período reprodutivo.

Embora fisiológico, a menopausa resulta em inúmeras mudanças, algumas delas de natureza clínica, como os suores, as palpitações e as famosas ondas de calor, que recebem o nome de fogachos.

As ondas de calor representam o sintoma mais comum da menopausa, ocorrendo em 75% das mulheres no início e após a menopausa.

De acordo com o relatório The Massachusetts Women´s Health Study, as ondas de calor ou fogachos, tem duração média de 3.8 anos, quando acontecem estes sintomas o tempo médio para acontecer é entre 1 e 5 minutos.

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Durante o período de menopausa, é comum acontecerem alguns sintomas de origem neurológica, pois com a mudança na produção de alguns hormônios, há mudanças diretas na produção de neurotransmissores, como a serotonina, que auxilia na estabilização do humor e outros que são responsáveis pela regulação do sono e das emoções.

Alguns comportamentos se tornam frequentes como: a presença de sintomas de ansiedade; a depressão; a irritabilidade; as mudanças de humor repentinas; as dificuldades em tarefas de memorização recente; as alterações do sono e a falta de concentração.

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É comum, que muitas mulheres durante a menopausa, ou no pós-menopausa, apresentem mudanças no seu estado cognitivo. Pois o principal fator não genético, para as mudanças nas habilidades mentais e para o desenvolvimento de demências é a idade e as mudanças perceptíveis nesta fase da vida de mudanças biológicas são instáveis, ou seja, não são gradativas, ora podem caracterizar-se por um declínio na atenção, ora por uma maior lentidão na velocidade de processamento das informações ou no desempenho de memória recente.

Destaca-se que o processo da menopausa, necessita de um acompanhamento médico especializado, pois muitas vezes há a necessidade de reposição hormonal, para que o organismo possa funcionar de modo mais integrado e harmonioso, prevenindo assim o surgimento de possíveis patologias ou sintomas que prejudiquem os aspectos psicológicos e sociais.

A medicina reforça que em relação à queda dos estrogênios (hormônios femininos) característica na menopausa, há as alternativas da reposição destes hormônios, denominadas terapia hormonal. 

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Neste sentido, muitos estudos tem analisado os efeitos da terapia de reposição hormonal, e a sua relação com o desempenho cognitivo de mulheres após a menopausa. Alguns estudos tem encontrado a relação entre a terapia hormonal e um pior desempenho de memória.

Enquanto outros tem encontrado resultados mais favoráveis para mulheres que fazem uso da terapia de reposição hormonal, e uma melhor interação social e maior realização de atividades físicas.

Uma pesquisa, denominada The Women´s Health Initiative Memory Study (WHIMS),  destacou por meio de idosas voluntárias participantes de 65 a 79 anos, que houve um aumento do risco de desenvolvimento de Doença de Alzheimer, para as idosas que fizeram o uso de terapia hormonal combinada, assim como para as idosas que fizeram o uso de terapia com o estrogênio isoladamente.

No entanto, vale destacar que a temática reposição hormonal e os fatores de risco para o desenvolvimento de demências, apresentam resultados controversos na ciência, são intrigantes, tem sido temas de muitas conferências e congressos da área de neurologia e psiquiatria, e necessitam da realização de mais estudos científicos.

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Por fim, falar do tema menopausa, ainda envolve superar barreiras e preconceitos em nossa sociedade.

E para quebrar estes tabus, deve-se incentivar a prática de cuidados preventivos com a saúde do cérebro, uma maior adesão aos hábitos de vida saudáveis e um acompanhamento especializado com uma equipe multidisciplinar, possibilitando às mulheres o interesse na busca de recursos para a manutenção da sua qualidade de vida.

Assina este artigo:


Profa. Dra. Thais Bento Lima da Silva- Docente do Curso de Graduação em Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP). Pesquisadora do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (GNCC-FMUSP). Coordenadora do Curso de Pós-graduação em Gerontologia da Faculdade Paulista de Serviço Social (FAPSS). Membro da diretoria da Associação Brasileira de Alzheimer- Regional São Paulo e da Associação Brasileira de Gerontologia (ABG).

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