Ano Novo, Cérebro Novo!

Publicado em: 08/01/2016 por: Assessoria de Imprensa SUPERA

Dra. Carla Tieppo, consultora do SUPERA Tieppo é também professora, neurocientista, palestrante e CEO da Inédita Cursos

Dra. Carla Tieppo, consultora do SUPERA Tieppo é também professora, neurocientista, palestrante e CEO da Inédita Cursos

Tenho certeza que você andou pulando ondas, comendo lentilhas ou usando roupas de baixo novas e coloridas de acordo com seus maiores desejos para 2016. Virar o calendário de um ano para o outro renova nossas expectativas, né? Mas isso é uma coisa boa ou ruim?

A resposta é: depende. Depende de como o seu cérebro reage diante destas expectativas criadas. Você se sente ansioso pelo futuro? Ou você se sente motivado?

Essa resposta pode ser reveladora. Se você é do tipo que fica com frio na barriga e coração acelerado diante das incertezas do futuro podemos dizer que você vivencia uma certa ansiedade. E o grau de ansiedade pode ser tão grande que pode atrapalhar muito. Sabe aquele medo que paralisa a gente? Então, a ansiedade também tem esse poder de paralisar. Não que a pessoa ansiosa seja quieta. Muito pelo contrário. A ansiedade se manifesta por uma fala rápida e um jeito agitado, sem descanso. As mãos e os pés não param de se mexer. A pessoa sequer fica sentada por muito tempo. Porém, infelizmente, toda essa energia parece ser gasta para nada. Quando estamos realmente sofrendo de um quadro de ansiedade, nosso funcionamento cerebral não é adequado para a resolução de problemas nem para a produção de soluções criativas ou inovadoras.

Sentir-se ansioso é comum quando nos sentimos ameaçados. Mas ter essa sensação de ameaça o tempo todo não é nada bom. São nessas situações que os psiquiatras começam a investigar se essa pessoa está sofrendo de alguma manifestação patológica desta resposta ansiosa.

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A mais comum delas é chamada de Transtorno de Ansiedade Generalizada, mas há também o Transtorno Fóbico ou Síndrome de Pânico, são manifestações ainda mais severas desse quadro. Nestes casos, só há uma coisa a fazer: procurar ajuda médica rapidamente antes que as coisas piorem.

Todavia, situações de ansiedade transitórias fazem parte da vida. Todos nós experimentamos a boca seca e o coração disparado antes de um encontro amoroso, uma entrevista de emprego ou mesmo antes de uma viagem.

Quanto maior nossa expectativa sobre o resultado de algo que só saberemos no futuro, maior é a chance de manifestarmos essa ansiedade. Porém, mesmo sendo natural não é bom nos deixarmos levar por essa sensação, já que há um grande risco de não focar nossas ações e decisões para conseguirmos interferir positivamente no resultado futuro.

Por exemplo: se você vai a uma entrevista de emprego e permite que as reações de medo tomem conta da sua cabeça, há um grande risco do seu desempenho na entrevista ser completamente inadequado. Sua voz parecerá trêmula, seu corpo agitado e as mãos suando frio poderão gerar até um desconforto durante o aperto de mão com o entrevistador. Se você é desses que deixa a ansiedade crescer nestes momentos há uma preciosa dica que pode te ajudar: pare e respire.

Não sabe como vai fazer para pagar as contas do início do ano? Respire. Encha todo o seu pulmão de ar e depois expire lentamente. Enquanto expira, pense que os pensamentos ansiosos e de medo estão saindo junto com o ar. E a cada inspiração, inspire-se. Faça com que o ar renovado que entra nos seus pulmões traga consigo novas formas de olhar. Esta respiração de ritmo mais tranquilo servirá com um recado que seu corpo está dando para o seu cérebro. É como se ele dissesse: “está tudo bem, vamos resolver isso, vai aparecer uma solução”. Porque a principal razão para nossa cabeça entrar em parafuso nestas situações é que reconhecemos na reação do nosso corpo respirando curtinho e de coração disparado que estamos correndo perigo.

Quando respiramos calmamente mudamos esse recado. E você pode até achar difícil fazer isso nas primeiras vezes. Mas é tudo uma questão de treino. Você precisa treinar o seu cérebro. E você pode começar este treino em situações menos desafiadoras. Faça esta ginástica cerebral cada vez que sentir o início de um medinho nascendo em você. Deu um aperto no peito? Respire. Fazendo este treinamento, seu cérebro vai estar cada vez mais preparado para conseguir te ajudar a colocar isso em prática quando as coisas ficarem difíceis.

E aí ocorre uma grande transformação. Aquela sensação de medo que estava tomando conta de você é completamente mudada. Toda a energia que seu cérebro estava gastando nesta resposta de estresse será agora transformada numa resposta de motivação. A inspiração calma traz novas formas de ver o problema e a energia que estava sendo gasta no seu cérebro para criar aquela agitação será completamente usada para a construção de respostas melhores, mais criativas, mais inspiradas. Mesmo que você precise concluir que os credores terão que esperar um pouco para receber, já consegue ver que isso não é o fim do mundo. Dê um cérebro novo para o seu ano novo.

É isso que acontece com aquelas pessoas que respiram fundo e enfrentam as dificuldades. Muitas vezes nos perguntamos: como ela conseguiu manter a calma diante desse desafio imenso? Inspiraram-se e procuraram forças. Motivaram-se com novas formas de ver. Não permitiram que a ansiedade tomasse conta de tudo e arruinasse as chances de mudança. Usaram a energia da resposta de estresse mas direcionaram esta energia para a busca efetiva de soluções. Um mente agitada não é uma mente produtiva.

Em 2016, inspire-se! O ano novo só é mesmo diferente e cheio de possibilidades se a gente mudar o jeito de viver cada um dos seus dias.

Assessoria de Imprensa SUPERA

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