Ginástica cerebral para quem tem tremor essencial

Publicado em: 25/08/2016 por: Assessoria de Imprensa SUPERA

Giovanni é médico aposentado e faz ginástica cerebral há 17 meses

Giovanni é médico aposentado e faz ginástica cerebral há 17 meses

Ginástica cerebral – conheça a história de um paciente que convive com a doença neurológica do tremor essencial

Dedicação é a palavra que resume a vida de Giovanni de Miranda Pereira. Durante 60 anos, cuidou de muitas pessoas como médico obstetra, anestesista e pediatra. Além disso, contribuiu para a educação, dando aulas em um colégio de Diamantina, cidade mineira onde nasceu e vive até hoje.

Aos 87 anos, já aposentado, Giovanni convive com uma disfunção neurológica chamada tremor essencial. Caracterizada por uma oscilação rítmica que ocorre principalmente nas mãos, o tremor essencial se manifesta quando o paciente manipula objetos.

“Como tenho dificuldades para escrever, minha filha me ajuda e eu apenas ‘assino’”, conta em tom bem-humorado o Sr. Giovanni, demonstrando conviver bem com a patologia.

Segundo o neurologista Leandro Teles, formado e especializado pela Universidade de São Paulo, o tremor não está relacionado ao Parkinson.

“O paciente não apresenta nenhum outro problema neurológico além do tremor e a doença não tem nada a ver, de modo geral, com a temida doença de Parkinson. A causa é, em grande parte genética”, diz o neurologista.

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Senhor ativo, ele faz até ginástica cerebral

Pai de sete filhos, avô de 16 netos e também bisavô, hoje ele se dedica principalmente à família e aos cuidados com a saúde do corpo e do cérebro.

Giovanni segue acompanhamento médico, faz atividade física, mantém uma alimentação balanceada e pratica ginástica cerebral.

“Não gosto de ficar parado. Faço caminhadas de 5 quilômetros três vezes por semana, leio bastante, cuido dos meus cães e do meu pomar”, diz Giovanni.

Com muito carinho, ele conta como gosta de cuidar do seu pomar, onde cultiva algumas frutas e verduras para consumo próprio. “Tem que capinar, preparar a terra e colocar esterco para deixá-la fértil”, completa.

Giovanni gosta de manter o corpo em movimento, mas também sabe da importância de manter o cérebro ativo. Em Diamantina, ele foi o primeiro aluno da academia para o cérebro SUPERA. Está matriculado há 17 meses.

“Conheci o SUPERA logo na inauguração e veio a calhar. Andava esquecido, notava que meu intelecto estava falhando”, conta o médico aposentado.

Giovanni relata que notou melhora na memória e na agilidade de raciocínio. O educador Thúlio Santos, que ministra as aulas no SUPERA em Diamantina, conta que Giovanni é um aluno brilhante, querido por todos e muito dedicado.

“O Giovanni se dedica muito em todas as atividades que faz. Mesmo quando tem alguma dificuldade, ele não larga a tarefa enquanto não concluir. Tenho acompanhado Giovanni desde maio, e notei que ele consegue pensar em mais soluções para o mesmo desafio. Além disso, ele é muito querido por todos aqui na unidade”, diz o educador SUPERA.

Determinado, mesmo com o tremor nas mãos, ele não encontra obstáculos para fazer os exercícios de ábaco. “Como o tremor é um pouco mais forte na mão direita, ele adaptou o modo de manusear a ferramenta para conseguir anotar os resultados na folha”, diz o educador Thúlio Santos.

Aluno Giovanni ao lado do educador SUPERA Thúlio

Aluno Giovanni ao lado do educador SUPERA Thúlio

“Ele mantém a mão esquerda apoiada na mesa para o lápis não escorregar e, assim, ele faz uma escora e consegue anotar os resultados”, completa.

No SUPERA, os alunos também treinam a coordenação motora, principalmente no treino com o ábaco. “O ábaco desenvolve a coordenação motora fina porque utilizamos os músculos menores, como os das mãos e dos pés. Para realizarmos as operações precisamos de movimentos firmes, delicados e precisos”, diz Neide Pereira, Coordenadora Nacional SUPERA.

Descontraído, Giovanni conta que faz muita neuróbica para usar a mão esquerda, “vou aprender a ser canhoto”, conta.

Ao fim da entrevista, Giovanni deixa seu recado: “O Supera vale muito a pena. Fico muito feliz aqui, é muito bom”.

 

Por Bárbara Rocha, Comunicação SUPERA

Assessoria de Imprensa SUPERA

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