Dá para viver com metade do cérebro?

Publicado em: 25/02/2015 por: Assessoria de Imprensa SUPERA

Dá para viver com metade do cérebro? - SUPERA - Ginástica para o CérebroO cérebro precisa estar inteiro para funcionar bem? Nos últimos meses, inúmeras notícias foram divulgadas em jornais americanos sobre pessoas que possuem apenas uma parte do cérebro e, mesmo assim, levam uma vida normal. A ciência está buscando entender como isso é possível.

No início deste ano, o caso de uma mulher que não tinha cerebelo chamou atenção de todo o mundo. Esta estrutura está localizada na parte de trás do cérebro e estima-se que o cerebelo humano possui metade das células do cérebro.

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No entanto, esta mulher vive normalmente: é formada, casada e tem filhos de gestações tranquilas. Uma vida comum para uma mulher de 24 anos.

Casos raros e curiosos como este motivam os cientistas a continuarem estudando o cérebro.

Em outro caso recente, foi encontrado uma tênia no cérebro de um homem. Ao longo de quatro anos, ele teve uma série de problemas, tais como convulsões, falhas de memória e sensações de cheiro estranho.

Ainda que estivesse com um pequeno verme no cérebro, ele conseguiu viver bem. Se o órgão funcionasse como um aparelho de alta tecnologia, isso não teria sido possível. Se uma minhoca andasse em meio a um telefone, por exemplo, ele iria estragar.

Parte da explicação para a aparente resiliência do cérebro é a sua plasticidade – uma habilidade de adaptar sua estrutura com base em experiências.

Todavia, o neurocientista vencedor do Prêmio Nobel, Gerald Edelman, tem outra explicação para isso. Ele notou que as funções biológicas são apoiadas por várias estruturas – características físicas individuais que são codificadas por genes múltiplos. Nocautear qualquer gene único não impede o cérebro de se desenvolver normalmente.

As funções importantes do cérebro são realizadas por regiões distintas, mas apoiadas por várias outras regiões, muitas vezes de maneira semelhante. Se uma estrutura quebra, as outras podem sofrer as consequências.

Isso explica a complexidade para entender as áreas do cérebro separadamente, ou, seja, função por função.

Este artigo foi traduzido do site da BBC, por Isabella Ribeiro e Bárbara Rocha

Departamento de Comunicação e Mídias SUPERA

Assessoria de Imprensa SUPERA

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