Como a neurociência explica a ilusão de ótica

Publicado em: 27/02/2015 por: Barbara

Um grande mistério tomou conta nesta sexta-feira de grandes sites de informação e redes sociais em todo o mundo: Qual a cor do vestido. Preto e azul? Branco e dourado? Azul e dourado? Para entender o caso com propriedade, o SUPERA foi falar com a neurocientista Carla Tieppo. Segundo ela, trata-se de uma ilusão de ótica.

Ela desvenda o mistério e afirma: o vestido é preto e azul. “Por causa da incidência de luz amarela no ambiente, a percepção de cores se altera para algumas pessoas”, esclarece a especialista.

Há muitos fatores que podem explicar o fato de cada pessoa enxergar uma cor no vestido: o ângulo em que a foto foi tirada, a tela dos computadores e celulares… Tudo isso faz com que, para algumas pessoas, o azul pareça branco.

Ao analisar o fenômeno, Tieppo lembrou dos esquimós, que conseguem distinguir vários tons de branco, diferente das pessoas que não vivem em iglus e raramente – ou nunca! – veem neve.

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A neurociência e a ilusão de ótica

A ilusão de ótica faz com que a gente enxergue imagens de forma distorcida. Para entender por que isso acontece, é importante ter em mente que, embora os nossos olhos sejam responsáveis por captar as imagens, é o nosso cérebro que as processa no lobo occipital.

Então a figura chega ao nosso cérebro e é interpretada por diferentes regiões até que seja identificada. Para isso, esse importante órgão do nosso corpo utiliza as informações que estão armazenadas na memória.

Isso significa, de acordo com Tieppo, o cérebro constrói as percepções a partir das experiências que a pessoa teve na vida. “No caso do vestido, as pessoas puderam enxergar três variações. Isso está ligado aos padrões de funcionamento do cérebro. Em geral, homens e crianças veem preto. Já mulheres têm mais chances de perceber a outra variação”, explica ela.

E as nossas percepções ainda podem ser treinadas. Para exemplificar, podemos falar da profissão do enólogo. Ao longo do tempo, ele experimentou diversos tipos e sabores de vinho, e assim sabe distingui-los de forma minuciosa, diferente de um apreciador de finais de semana. Ou seja: a percepção é uma construção de memórias.

Você gostou da brincadeira do vestido? Então agora tente desvendar o mistério da imagem que separamos para você. Aqui no SUPERA, nós desvendamos desafios em todas as aulas, porque esta é uma forma gostosa de exercitar o cérebro

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Por Isabella Rabelo

Barbara

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