Como a reserva cognitiva ajuda o cérebro a responder à COVID-19

Publicado em: 18/01/2021 Por Assessoria de Imprensa SUPERA

Na corrida para entender o novo coronavírus e suas consequências para os seres humanos, cientistas de todo o mundo caminham cada vez mais para uma comprovação: o vírus pode afetar regiões importantes do cérebro e a reserva cognitiva dos pacientes acometidos pela doença pode ser decisiva nesta resposta.

Com a pandemia ainda em andamento, o alerta dos médicos e cientistas vem, sobretudo, da observação diária de manifestações neurológicas em pacientes acometidos por formas graves da doença, que vão desde comprometimentos motores, respiratórios, e, mais recentemente, comprometimentos neurológicos que, em alguns casos, perduram mesmo após o período ápice da doença.

Como a reserva cognitiva ajuda o cérebro a responder à COVID-19 - SUPERA - Ginástica para o Cérebro
Pacientes com mais reserva cognitiva respondem melhor à COVID-19

Em Jacareí (SP), a bancária Joseane Aparecida Silva Baião, de 35 anos, teve COVID e, no décimo dia após a confirmação da doença, sentiu uma fraqueza excessiva nas pernas e braços, seguido de um formigamento em todo o corpo. O diagnóstico: neuropatia periférica – quando os nervos do cérebro não funcionam corretamente, uma consequência da COVID-19.

“Estou completando 2 meses desde que tive a doença. Hoje me sinto melhor, me locomovo melhor, mas ainda tenho formigamentos e dores. No período mais crítico da doença, não andava e nem virava o pescoço”, lembra.

A COVID-19 no cérebro

Segundo o neuro intensivista Marco Paulo Nanci – que atua em Taubaté (SP) e em São Paulo (SP), as percepções das consequências do vírus no cérebro são recentes, porém já apontam para possíveis lesões no sistema nervoso.

Os casos de pacientes graves que vão para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) incluem delírios, confusão e alteração comportamental, rebaixamento do nível de consciência, dificuldade para interagir com o meio e com as pessoas, ausência de processamento cerebral adequado entre outras manifestações que sinalizam lesões no sistema nervoso, segundo o médico.

Como a reserva cognitiva ajuda o cérebro a responder à COVID-19 - SUPERA - Ginástica para o Cérebro
Pacientes com COVID-19 tem apresentados manifestações cognitivas após a doença

“O vírus parece ter uma predileção por determinadas áreas do cérebro que são as áreas da região basal, provavelmente pela forma de entrada dele no corpo, pela região bulbofatório e com isso vai afetando algumas regiões na base do cérebro que é a região do hipocampo, onde é feito o processamento primário da memória, e por isso que estamos tendo essas manifestações iniciais da doença no cérebro”, disse.

Como a reserva cognitiva ajuda na resposta à COVID-19

Criar reserva cognitiva é fazer com que as conexões entre os neurônios sejam cada vez maiores, aproveitando assim o potencial de funcionamento do sistema nervoso, para gerar ao longo da vida uma reserva cognitiva.

Isso vale não apenas para o novo coronavírus, mas também para casos demenciais: uma vez acometido por doenças mais graves, o paciente que tem uma reserva cognitiva maior responde melhor as tentativas de recuperação de forma geral.

Como a reserva cognitiva ajuda o cérebro a responder à COVID-19 - SUPERA - Ginástica para o Cérebro

“Nos quadros demenciais o paciente que tem mais reserva, mais bagagem por estímulos realizados ao longo da vida, terá menor manifestação e menos propensão a desenvolver a doença. O que muito provavelmente acontece com o coronavírus é a mesma coisa: a pessoa que tem um maior desenvolvimento da parte intelectual, a pessoa que deixou o cérebro mais preparado, o cérebro está mais treinado, vai provavelmente ter menos comprometimento cognitivo em caso de uma possível infecção pelo coronavírus no sistema nervoso”, avaliou o neuro intensivista Marco Paulo Nanci.

A aquisição da reserva cognitiva pode ser comparada ainda a uma poupança, um estímulo que deve ser feito ao longo de toda a vida, mas sobretudo na idade adulta.

“Todo esforço para manter o cérebro ativo e funcionando em estado de excelência proporciona conexões entre os neurônios e, em caso de lesão no sistema nervoso ele estará preparado para refazer rapidamente as conexões que foram perdidas, mas volto a dizer: esse preparo do cérebro vai funcionar para levar a um melhor enfrentamento por parte do cérebro, não só no caso de infecção por corona vírus, mas, também em quadros demenciais”, concluiu.

Estudos iniciais apontam para prejuízos no cérebro trazidos pela COVID-19

A primeira suspeita de que o vírus prejudicava partes importantes do cérebro veio ainda entre os primeiros casos da doença importados pelo mundo.

No início de março, pacientes com COVID-19 que estavam internados na unidade de terapia intensiva (UTI) no Hospital Universitário de Estrasburgo, no nordeste da França, apresentaram, além dos sintomas respiratórios e motores, algumas dificuldades cognitivas e até confusão mental.

A observação sobre o comportamento do grupo internado ainda no início da pandemia foi publicada em um estudo no periódico New England Journal of Medicine.

Desgaste do cérebro

Em outro estudo mais recente, médicos e cientistas do Imperial College, no Reino Unido, apontaram que a Covid-19 pode causar um declínio das funções cerebrais em pacientes que tiveram a doença.

Segundo o estudo, o cérebro pode envelhecer até 10 anos por conta do impacto do vírus na estrutura e no funcionamento do órgão

Como a reserva cognitiva ajuda o cérebro a responder à COVID-19 - SUPERA - Ginástica para o Cérebro
Vários estudos apontam para consequência do vírus para o cérebro

“Há evidências de que COVID-19 pode causar alterações de saúde a longo prazo após sintomas agudos, denominado ‘COVID longo… a redução da pontuação global para o subgrupo hospitalizado com ventilador foi equivalente ao declínio médio de 10 anos no desempenho global entre as idades de 20 a 70 anos neste conjunto de dados”, afirmaram os pesquisadores. Em fase inicial, os estudos ainda precisam de confirmação da comunidade científica.

De forma geral, segundo o médico Marco Paulo Nanci, as manifestações neurológicas têm acometido com maior frequência pessoas com mais idade, que já se encontram em um processo de envelhecimento do cérebro.

O fato de muitos desses pacientes não terem reserva cognitiva quando são acometidos pelo corona vírus, segundo o médico, é um fator determinante para que a doença encontre espaço para agravar o quadro clínico destes pacientes  

“Se em caso de doença o paciente não tiver reserva cognitiva o suficiente para enfrentar aquele momento, a tendência é que os efeitos e as manifestações clínicas do COVID sejam mais intensas, então, quanto maior é a reserva cognitiva do indivíduo, menor serão as manifestações clinicas e um possível comprometimento do sistema nervoso neste paciente acometido pelo corona vírus”, disse.

Como a reserva cognitiva ajuda o cérebro a responder à COVID-19 - SUPERA - Ginástica para o Cérebro
Método SUPERA ajuda na manutenção e ampliação da reserva cognitiva

Como o SUPERA amplia a reserva cognitiva?

Exercitar nosso cérebro sistematicamente é tão importante quanto o exercício aeróbico para o nosso corpo.

Por meio de exercícios que envolvem novidade, variedade e desafio crescente, o SUPERA estimula o cérebro e auxilia na criação de reserva cognitiva em todas as faixas etárias. 

Uma boa qualidade de vida somada aos exercícios intelectuais (conhecidos como ginástica para o cérebro), são de fundamental importância para auxiliar na capacidade de ter uma boa reserva cognitiva.

Aproveite para conhecer o Método SUPERA de perto! Clique aqui e agende uma AULA GRÁTIS.

Compartilhar este artigo
  • LinkedIn
  • Share

Gostou desse conteúdo? Deixe um comentário ;)

  • Visualizar os 5 comentários

5 comentários para "Como a reserva cognitiva ajuda o cérebro a responder à COVID-19"

Faça um comentário

  • ANGELA MARGARETE FORTUNA GOMES disse:

    Muito esclarecedor !
    Concordo com os médicos. Vamos exercitar os neurônios!

  • Maria Angélica disse:

    Este tipo de reserva, beneficia também, pessoas com Dislexia? Qual seria a explicação?
    Muito obrigada
    Sou aluna da Unidade Valinhos
    Fã do método

  • Maria Steffens disse:

    Gostei….conteudo informativo muito bom…

  • Jani disse:

    Tive covid-19 em maio passado minha saúde não é mais a mesma.

  • Maria Elisabeth Bertan Casarin disse:

    Sim artigo muito bom esclarecendo as consequências do COVID 19. Uma das formas de proteger o cérebro é fazendo ginastica cerebral

SUPERA PRESENCIAL

O Supera Ginástica para o Cérebro é voltado para todas as pessoas a partir de 5 anos, sem limite de idade. O curso potencializa a capacidade cognitiva aumentando a criatividade, concentração, foco, raciocínio lógico, segurança, autoestima, perseverança, disciplina e coordenação motora. As aulas, ministradas uma vez por semana com duração de duas horas, são dinâmicas e contagiantes, com atividades que agradam todo tipo de público.

SUPERA para escolas Método de estimulação cognitiva

Exclusivo para Instituições de Ensino. O SUPERA é a mais avançada ferramenta pedagógica de estimulação cognitiva e, portanto, representa um grande diferencial para sua instituição de ensino. Além de ser um excelente recurso de marketing, o método melhora o desempenho dos alunos e eleva os índices de aprovação da sua escola.

Franquia SUPERAEmpreenda em Educação

Criado em 2006, o SUPERA é hoje a maior rede de escola de ginástica para o cérebro do Brasil. Em um ano de operação, entrou para o sistema de franquias e hoje já possui 400 unidades no país. O curso, baseado em uma metodologia exclusiva e inovadora, alia neurociência e educação. Se você tem interesse em empreender nesta área, deixe seu cadastro em nosso site.