SUPERA – Ginástica para o Cérebro

O cérebro e a dislexia
Saúde mental ajuda a aprender

O cérebro e a dislexia <br/> Saúde mental ajuda a aprender - SUPERA - Ginástica para o Cérebro
Dr. Renato Melo é neuropediatra e diretor do Supera Conselheiro Lafaiete

2013

A dislexia é um transtorno de aprendizagem da leitura, com consequente prejuízo da escrita, que compromete a saúde mental de crianças e adultos. O portador apresenta dificuldade na decodificação dos símbolos gráficos que representam as letras e, assim, apresenta uma leitura pausada, silabada, com déficit significativo da interpretação e do rendimento escolar. Pesquisas realizadas em vários países mostram que de 10% a 15% da população mundial é disléxica.

Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição socioeconômica desfavorável ou baixa inteligência. Ela representa uma condição neurológica hereditária. Os indivíduos com dislexia apresentam visão e inteligência normais, mas evoluem com: dificuldades com a leitura e a escrita (disortografia – escrita com erros ortográficos), com a memória de curto prazo e com a organização espacial, dificuldades de lateralidade (entre direita e esquerda) e de executar sequências de tarefas complexas, compreender textos escritos e aprender uma segunda língua.

Em alguns casos, a dislexia pode ser associada ao TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e a outros transtornos de aprendizagem como a discalculia (dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos, e de decorar tabuada).

A dislexia causa grande impacto social e na saúde mental mundial. Esse distúrbio deve ser diagnosticado por uma equipe multidisciplinar (psicopedagogia, neuropediatria, fonoaudiologia, psicologia), com um acompanhamento efetivo das dificuldades, direcionado às particularidades do indivíduo, levando a resultados mais concretos. A parceria entre escola e família é fundamental para uma evolução positiva.

O Supera Ginástica para o Cérebro desenvolve aspectos emocionais relacionados a baixa autoestima e ajuda seus alunos a vencerem desafios. Além disso, o material didático é bastante atrativo e adaptado para cada faixa etária. Com a estimulação cerebral, o curso desenvolve o raciocínio lógico (por exemplo, ábaco) propiciando uma melhor organização das ideias, habilidade motora, memória, coordenação óculo manual, orientação espacial, habilidades auditivas e visuais que são aspectos essenciais para uma boa evolução dos disléxicos.

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