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Supera fortalece conexão com a ciência em agenda internacional sobre envelhecimento e saúde cerebral

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O envelhecimento da população, a prevenção das demências e a promoção da saúde cognitiva estão no centro das discussões científicas mais relevantes da atualidade. Em 2026, o Supera – Estimulação Cognitiva acompanha de perto esse movimento por meio da participação em importantes eventos internacionais, reforçando seu compromisso com a atualização científica e a busca constante por evidências que contribuam para a qualidade de vida das pessoas.

A mais recente participação acontece no 23º Congresso Mundial de Gerontologia e Geriatria, que reúne especialistas, pesquisadores e profissionais de diversos países para debater os principais desafios e avanços relacionados ao envelhecimento. A diretora pedagógica nacional do Supera, Patrícia Lessa, representa a rede no encontro e acompanha as discussões sobre temas que devem impactar diretamente o futuro das sociedades.

Logo no primeiro dia do congresso, um dos assuntos que mais chamou a atenção foi a reconfiguração das famílias diante do envelhecimento da população mundial. A redução no número de filhos e o aumento da longevidade têm levado pesquisadores a discutir novos modelos de cuidado para as pessoas idosas.

“Hoje muitas famílias são menores — casais com poucos ou sem filhos — e essa parece ser uma grande preocupação quando o assunto é velhice, tanto no âmbito financeiro quanto no cuidado em si. Algumas apresentações trouxeram ações que estão sendo estudadas para reduzir o risco da falta de pessoas para o cuidado na velhice”, explica Patrícia.

Outro tema de destaque no congresso é a importância da convivência entre diferentes gerações como estratégia para promover um envelhecimento mais saudável. Estudos apresentados no evento apontam que iniciativas intergeracionais beneficiam tanto pessoas idosas quanto jovens.

“Isso tem um impacto muito positivo para os jovens, favorecendo o desenvolvimento da empatia, da paciência e da valorização da experiência de vida. Para as pessoas mais velhas, há ganhos de autoestima, estímulo cognitivo e redução da solidão, que também é um fator de risco para o desenvolvimento de demências”, destaca.

Patrícia ressalta ainda a relevância da criação de grupos formais de convivência, proposta que dialoga diretamente com o trabalho desenvolvido pelo Supera. Nesses ambientes, os participantes aprendem, resolvem desafios e compartilham experiências em um contexto estruturado e acolhedor.

“O grupo ajuda as pessoas a se sentirem fortemente engajadas e pertencentes”, afirma.

Para o presidente da Associação Brasileira de Geriatria (ABG), pesquisador e professor da EACH-USP, o médico geriatra Henrique Salmazo, eventos como esse fortalecem a troca de conhecimento entre pesquisadores de diferentes países.

“A ciência brasileira tem ocupado cada vez mais um lugar de destaque no cenário mundial. Eu apresentei um estudo sobre expectativas de cuidados para 2050 e avalio que a participação do Supera é fundamental, porque oferece um serviço de utilidade pública ao estimular a autonomia das pessoas idosas. Considerando que aproximadamente 80% dos usuários do Supera são idosos, faz todo sentido que o método esteja cada vez mais próximo da ciência”, avalia.

Leia também: Supera inicia jornada de atualização científica com participação em grandes eventos internacionais sobre saúde cerebral

Uma jornada científica ao longo de 2026

A participação no Congresso Mundial de Gerontologia e Geriatria faz parte de uma agenda científica intensa do Supera em 2026. Poucos dias antes, Patrícia Lessa esteve na Espanha representando a rede na Walking the Talk for Dementia, iniciativa internacional que combina uma caminhada pelo Caminho de Santiago de Compostela com um simpósio científico dedicado às demências e ao envelhecimento.

Reconhecido por promover um ambiente colaborativo e inclusivo, o evento reúne pessoas que vivem com demência, cuidadores, pesquisadores, profissionais da saúde, formuladores de políticas públicas e representantes de organizações comprometidas com a causa. A proposta é romper com o modelo tradicional de conferências e incentivar conexões humanas, troca de experiências e debates sobre novas perspectivas para o cuidado e a qualidade de vida.

Na edição de 2026, o Supera participou das atividades ao longo de toda a programação, reforçando seu compromisso com a promoção da saúde cognitiva e do envelhecimento ativo.

“Participar de experiências enriquecedoras como essa é uma oportunidade para desenvolver novas habilidades e ampliar o olhar para a saúde cognitiva”, afirma Patrícia.

Outro destaque da programação foi a apresentação da pesquisa Estudo Supera de Estimulação Cognitiva, conduzida pela professora da EACH-USP e uma das principais referências brasileiras em Psicologia do Envelhecimento, Mônica Yassuda. O trabalho reúne evidências sobre os impactos da estimulação cognitiva em idosos saudáveis e contribui para o avanço do conhecimento científico na área, fortalecendo o diálogo entre pesquisa, prática clínica e iniciativas voltadas à prevenção e à manutenção das funções cognitivas ao longo do envelhecimento.

Ao reunir ciência, experiência prática e pessoas diretamente envolvidas com o tema das demências, a Walking the Talk for Dementia proporciona uma vivência que amplia a conscientização, promove a troca de conhecimentos e contribui para reduzir estigmas associados a essas condições.

Para o Supera, integrar a programação de eventos científicos internacionais representa mais do que acompanhar as pesquisas mais recentes: é uma oportunidade de fortalecer o diálogo entre ciência e prática, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias que favoreçam a autonomia, a funcionalidade e a qualidade de vida ao longo do envelhecimento.

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