SUPERA – Ginástica para o Cérebro

Criança muito agitada: quando se preocupar?

É comum ouvir que crianças são agitadas por natureza.

Afinal, elas adoram correr, brincar e explorar o mundo ao seu redor. Mas, às vezes, os pais se perguntam: será que essa energia toda é normal ou pode ser um sinal de algo mais sério?

A verdade é que a agitação infantil pode ter várias causas, desde a fase de desenvolvimento até dificuldades na comunicação ou até mesmo questões de saúde. Vamos entender melhor esse assunto!

Criança agitada: quando faz parte do crescimento e quando merece atenção?

Nem toda agitação é motivo de preocupação. Segundo especialistas, é importante diferenciar uma criança ativa de uma que apresenta comportamentos que podem exigir um olhar mais atento.

Brincar, pular e fazer perguntas o tempo todo são atitudes naturais da infância. No entanto, alguns sinais podem indicar que é hora de buscar ajuda profissional.

Brincar, pular e fazer perguntas o tempo todo são atitudes naturais da infância.

Nem toda “agitação” significa um problema

A neurocientista Lívia Ciacci, parceira do Supera , explica que, conforme a linguagem verbal da criança se desenvolve, a agitação física tende a diminuir.

Ainda assim, é natural que os pequenos tenham dificuldade em lidar com frustrações e emoções. Essa energia extra pode aparecer de diferentes formas, como:

“Vivemos em uma cultura agitada, com estímulos constantes. Esse contexto impacta diretamente o comportamento das crianças”, destaca Lívia.

Então, como saber se a agitação do seu filho é normal ou se exige mais atenção?

Quando buscar ajuda profissional?

A expressão “criança agitada” pode ter diferentes significados para pais e especialistas. O que pode parecer exagerado para uma família pode ser completamente normal do ponto de vista médico.

Por outro lado, se a agitação prejudica o desempenho escolar, social ou emocional da criança, vale a pena investigar.

Sinais de alerta para distúrbios de atenção

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma das condições que podem estar por trás da agitação intensa. Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, para um diagnóstico correto, a criança precisa apresentar pelo menos seis destes sintomas:

“Os sinais também devem estar presentes em pelo menos dois ambientes (como escola e casa) e interferir no desenvolvimento social e escolar. Nesse momento, o diagnóstico e a intervenção são fundamentais”, explica Lívia.

Sendo assim, você notou esses sinais de forma frequente, buscar orientação de um especialista pode ser um ótimo caminho.

Cada fase do crescimento tem seu ritmo

A infância é cheia de mudanças, e conhecer as características de cada fase ajuda os pais a entenderem melhor o comportamento dos filhos.

Existe uma fase em que as crianças começam a interagir mais socialmente, aprendem regras e desenvolvem o pensamento lógico.

Entre os 6 e 12 anos, por exemplo, as crianças começam a interagir mais socialmente, aprendem regras e desenvolvem o pensamento lógico.

Se nessa fase houver muita dificuldade em controlar impulsos ou manter boas relações, um especialista pode ajudar.

Como lidar com uma criança muito agitada?

Nem toda criança cheia de energia precisa de um diagnóstico. Muitas vezes, algumas estratégias simples já ajudam a trazer mais equilíbrio ao dia a dia:

O papel do autoconhecimento na infância

Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que ensinar as crianças a reconhecer e lidar com suas emoções faz toda a diferença.

Por exemplo, se seu filho quer um brinquedo do amigo, em vez de pegar sem pedir, pode ser incentivado a negociar uma troca.

Dessa forma, pequenos ensinamentos como esse ajudam a desenvolver autocontrole e habilidades sociais importantes para a vida.

Estimulação cognitiva: uma aliada no desenvolvimento infantil

Uma ótima forma de ajudar crianças agitadas a melhorarem a concentração e o controle emocional é através da estimulação cognitiva.

O método Supera usa exercícios específicos para potencializar:

Nosso método não é voltado para crianças com diagnóstico clínico, mas pode ser um excelente complemento no desenvolvimento infantil.”, afirma a neurocientista Lívia Ciacci.

Quer mais dicas para ajudar no crescimento e aprendizado do seu filho?

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