Supera – Estimulação Cognitiva

Benefício da estimulação cognitiva é pauta com o Supera no Drauziocast

Benefício da estimulação cognitiva é pauta com o Supera no Drauziocast - Supera - Ginástica para o Cérebro

No dia 10 de abril, a vice-presidente do Supera, Bárbara Perpétuo, e a Profa. Dra. Sônia Brucki, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e médica neurologista, participaram de um bate-papo com o Dr. Drauzio Varella, no Drauziocast, para falar sobre o que é, quais são os benefícios da estimulação cognitiva e também sobre o Estudo Supera de Estimulação Cognitiva, pesquisa que evidenciou os benefícios do método em pessoas idosas saudáveis.

Veja, abaixo, os principais destaques apresentados no episódio.

Perda de memória, empobrecimento cognitivo e excesso de telas  

No início da entrevista, Drauzio questiona a Dra. Sônia sobre os motivos da população estar perdendo a memória. De acordo com a neurologista, o excesso de informações que nos bombardeiam diariamente dificulta a divisão da atenção pelo cérebro entre os tantos estímulos simultâneos, o que compromete a retenção das informações e, posteriormente, a recuperação da memória. Segundo ela, isso se aplica a todas as idades.

Além disso, outros dois tópicos abordados foram o brain rot (empobrecimento cognitivo) e o excesso de telas. A professora Sônia explica que, no passado, o aprendizado era mais pautado na leitura, o que favorecia a consolidação das memórias de forma mais concentrada. Já hoje, com o excesso de telas, muitas vezes o consumo de conteúdo ocorre de forma passiva. Ela destaca que a tecnologia não é o problema, mas sim a maneira como lidamos e interagimos com ela.

“O problema é o tipo de estímulo e o uso que você faz dele. Se você discute e pensa (sobre o conteúdo digital), é ótimo.” – Dra. Sônia Brucki. 

A Inteligência Artificial pode prejudicar o cérebro? 

De acordo com a Profa. Dra. Sônia Brucki a inteligência artificial, de uma forma geral, (IA) pode ser uma aliada no aprendizado, desde que você tenha um conhecimento prévio e seja capaz de discernir o que é bom ou não da resposta que você recebeu. Ou seja, é filtrar as informações que você receber da IA. 

O que é a estimulação cognitiva? 

Na continuação do papo, Drauzio pergunta diretamente à vice-presidente, Bárbara Perpétuo, sobre a estimulação cognitiva. Segundo ela, a estimulação cognitiva é um conjunto de atividades sistematizadas que aprimoram habilidades como memória, funções executivas e a cognição em geral. No caso da metodologia Supera, esse trabalho também envolve o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Com isso, novas sinapses são criadas, tornando o cérebro mais robusto.

Como o Supera utiliza a estimulação cognitiva para trabalhar o cérebro? 

Bárbara explica que o método é aplicado de forma prática, com uma aula semanal de duas horas, que inclui atividades com o ábaco para exercitar a memória. Além disso, há livros de desenvolvimento cognitivo, como o Abrindo Horizontes, jogos, neuróbicas, dinâmicas e atividades on-line. Todas essas ferramentas possuem uma intencionalidade voltada ao aprendizado e ao desenvolvimento do cérebro.

O princípio utilizado é o da sistematização, aliado à variedade, à novidade e ao grau crescente de desafio. Todos esses elementos fazem o cérebro sair da zona de conforto, fortalecendo a memória, o raciocínio e o foco, além de contribuir para a melhoria da socialização.

Estudo Supera de Estimulação Cognitiva e as evidências científicas sobre o funcionamento do estímulo neurocognitivo

A Dra. Sônia apontou a existência de evidências sobre o funcionamento e os benefícios da estimulação cognitiva e, juntamente com a vice-presidente do Supera, destacou o Estudo Supera de Estimulação Cognitiva, realizado por pesquisadores da USP, que evidenciou os benefícios do método na vida de pessoas idosas.

Segundo Bárbara, o estudo randomizado, conduzido com o apoio do Supera, apresentou melhorias nas funções executivas, na cognição e na memória, além de reduzir a autopercepção do declínio cognitivo e os níveis de depressão, promovendo maior bem-estar e qualidade de vida entre os participantes. Além disso, ela destaca que, ao estimular o cérebro, é possível resgatar a autoconfiança e a autoestima, melhorando a forma como a pessoa percebe a si mesma.

Quer saber mais sobre o entrevista? Confira o episódio abaixo: 

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