Mal de Alzheimer: cuidados e sintomas

Publicado em: 30/09/2016 por: Barbara

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Thais Bento Lima da Silva, Gerontóloga pela Universidade de São Paulo, Mestre e Doutoranda em Neurologia Cognitiva e Envelhecimento.

Mal de Alzheimer agride o cérebro do indivíduo e acomete a o processo de memorização

O Mal de Alzheimer acomete cerca de 2 milhões de brasileiros por ano. A gerontóloga e especialista em Cognição e Envelhecimento, Thaís Bento Lima, esclarece as principais dúvidas sobre a doença, além de explicar quais são os cuidados que o familiar ou cuidador deve ter com o indivíduo. Confira:

Como ajudar um familiar que foi diagnosticado com a doença de Alzheimer?

Primeiramente, é fundamental conhecer um pouco sobre a doença, buscar ajuda profissional e descobrir em qual estágio da doença ele está, se é inicial, moderado ou avançado. Também é importante saber o que ele faz no dia a dia, se tem atividades e se está executando tarefas para preencher a rotina.

Pergunte-se: alguma coisa mudou na personalidade dele? Se houve a mudança, é preciso ressignificar a vida dele. Buscar subsídios para ajudá-lo tanto na rotina, quanto nas mudanças esperadas do quadro demencial. É preciso saber que muitos comportamentos serão decorrentes do quadro e não estarão vinculados à personalidade da pessoa.

Então, diferentemente do que muitos familiares pensam, nem tudo é pra chamar atenção, como uma possível teimosia, uma agitação, ou não querer tomar banho e achar que está limpo e com a roupa adequada.

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Mal de Alzheimer exige tratamento medicamentoso e cuidados com o indivíduo

É preciso ficar alerta quanto aos sintomas fora do padrão durante o envelhecimento

Quais são os nutrientes que auxiliam na prevenção da doença de Alzheimer?

Seguir uma alimentação rica em nutrientes neuroprotetores, como o selênio, que está presente na castanha-do-Pará. Este alimento, por sua vez, se consumido duas vezes por semana, pode ajudar a melhorar o desempenho da memória.

Além disso, é importante realizar atividades físicas e exercícios de estímulos das habilidades mentais diversificados.

Em que idade começam a aparecer os sintomas da doença?

Não há uma idade específica. Após os cinquenta anos, existe um declínio natural na habilidade de atenção do indivíduo que causam distrações, impactando no desempenho da memorização.

O parâmetro utilizado é: a habilidade mental está prejudicando suas atividades diárias? Se esses esquecimentos fazem com que você não se lembre de pagar uma conta, ou deixe de executar um planejamento de uma refeição adequadamente, ou até mesmo te prejudique num trajeto familiar, então, é necessário ter um olhar diferente e se atentar a possíveis mudanças não esperadas no processo de envelhecimento.

Antidepressivos podem causar doenças como o Alzheimer?

Alguns estudos levantaram essa questão mas não relacionaram a doença com os antidepressivos.

O que se observa é que, normalmente, um indivíduo depressivo tem uma concentração inadequada de serotonina, um neurotransmissor do humor. Quando reposto, ele acaba gerando sonolência e lentificação do processo de atenção. Por este motivo, os antidepressivos são indicados para serem administrados à noite, porque ele estará dormindo. Já durante o dia, são responsáveis por interferir no melhor desempenho das habilidades mentais.

Há um medicamento mais avançado sobre o Alzheimer?

As medicações que existem atualmente estão disponíveis para que o indivíduo possa ter um melhor desempenho de memorização. Contudo, o acúmulo de proteínas tóxicas continuam em andamento. Isso significa que a doença vai avançando mesmo com o uso de medicação.

A medicação ajuda a melhorar a qualidade de vida da pessoa e dos familiares, porque a pessoa fica menos alheia.

A recomendação é seguir o tratamento medicamentoso, porque em alguns momentos, o indivíduo com doença de Alzheimer, acaba tendo comportamentos semelhantes aos de outras doenças psiquiátricas, como depressão ou esquizofrenia e então, ele recebe medicamentos para tratar esses sintomas especificamente.

Como estão os estudos para a cura da doença de Alzheimer?

Observamos que alguns estudos têm tentado frear o avanço das substâncias tóxicas no cérebro das pessoas acometidas com a doença, mas ainda em fases iniciais.

Nas grandes conferências voltadas para a doença, enquanto pesquisadores e profissionais, recebemos como principal orientação trabalhar com a prevenção do desenvolvimento da doença e para as pessoas que já têm, possibilitar uma melhor qualidade de vida, através de um acompanhamento especializado e multiprofissional.

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