Brain Food: o cérebro do vegetariano

Publicado em: 27/07/2016 por: Barbara

O cérebro de vegetarianos e o de carnívoros funcionam de formas diversas na hora de processar emoções

O cérebro de vegetarianos e o de carnívoros funcionam de formas diversas na hora de processar emoções

Muitos vegetarianos dizem que não comer carnes é uma forma de poupar os animais do sofrimento das práticas de criação e abate. Aliás, mesmo os carnívoros mais convictos costumam ter dificuldades em assistir sacrifício de gado, por exemplo.  Mas você sabe por que o cérebro de um vegetariano enxerga dessa forma?

Para alguns especialistas, a percepção que cada pessoa tem da carne é determinada, quase que exclusivamente, pela cultura.  É o que revelam os resultados de um estudo realizado em 2000, no qual uma equipe coordenada por Michael Dunne, da Universidade Victoria, na Nova Zelândia questionou vegetarianos e carnívoros sobre seus valores e crenças.

A análise dos dados mostrou que quem comia animais dava menos importância aos sentimentos e maior ênfase a questões práticas, quando comparados aos vegetarianos. Aparentemente, o autoconceito de uma pessoa se reflete em seus hábitos alimentares.

Uma equipe coordenada por dois neurocientistas, Maria Rosa e Massimo Filippi, estudou as bases neuronais do vegetarianismo.

Os cientistas já sabiam que a capacidade empática varia de um indivíduo para outro e que alguns sentem emoções alheias quase na própria pele. Em níveis variados, a alegria e o sofrimento ativam a rede de empatia do cérebro, que é fundamental para o convívio social.

Durante o experimento, os neurocientistas mostraram algumas fotos aos participantes de sofrimento humano e animal, assim como cenas neutras de paisagens. Enquanto isso, registraram a atividade cerebral dos participantes por meio da tomografia por ressonância magnética funcional.

Os pesquisadores concluíram que vegetarianos e veganos reagiam, de maneira geral, mais intensamente a cenas negativas do que carnívoros. Diversas regiões da rede da empatia, como o cíngulo anterior e o giro frontal inferior, se tornaram mais ativas, causando grande estresse.

As áreas da emoção dos vegetarianos e veganos reagiram de forma especialmente intensa ao visualizarem imagens de animais. Uma redução concomitante da atividade da amígdala indicou que tentavam controlar suas emoções.

Ao que tudo indica, eles sentiam o sofrimento dos animais de forma especialmente intensa, como se fossem entes queridos.

No entanto, qualquer pessoa pode aderir ao vegetarianismo familiarizando-se com a empatia por seres que também sentem e sofrem, e aí é questão de escolha.

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