Aprender após os 60 anos de idade – Parte 2

Publicado em: 25/09/2017 por: Thaís Bento Lima

Aprendizagem refere-se ao modo como adquirimos conhecimentos, desenvolvemos competências e mudamos nosso comportamento.

É um processo de mudança de comportamento obtido através da experiência construída por fatores emocionais, neurológicos, relacionais e ambientais.

Aprender é o resultado da interação entre estruturas mentais e o meio ambiente. Nesta nova coluna, proponho uma reflexão sobre a aprendizagem na terceira idade. Aprender é um processo contínuo.

Podemos – e até devemos – aprender de forma constante, interativa e cumulativa. Por isso, sabemos que uma das virtudes do envelhecimento é a sabedoria, a experiência de vida.

De acordo com um grande estudioso em educação da Organização das Nações Unidas, chamado Jacques Delors, as missões dedicadas à educação, fazem devem englobar todos os processos que levam as pessoas, da infância ao fim da vida, a um conhecimento dinâmico do mundo, dos outros e de si mesmas.

Em um contexto social cercado de mudanças, coo vivemos atualmente, alguns estudos reforçam que devemos aproveitar as oportunidades para continuar aprendendo durante a velhice.

Aprender após 60 anos

Especialistas que estudam a educação após os 60 anos dizem que o envelhecimento como um processo não implica, necessariamente, em doenças e afastamento, sendo a velhice uma fase do desenvolvimento humano que permite não só a ocorrência de perdas, mas também de ganhos, entre eles o ganho do conhecimento.

Essa perspectiva oferece grande ênfase à atuação da educação na terceira idade como um instrumento de promoção de uma velhice bem-sucedida, isto é, com boa qualidade de vida biológica, psicológica e social. As oportunidades educacionais são apontadas como importantes antecedentes de ganhos evolutivos na velhice, por intensificarem os contatos sociais, a troca de vivências e de conhecimentos e por promoverem o aperfeiçoamento pessoal.

Vista dessa forma, a educação para idosos apresenta-se como uma resposta inovadora aos novos desafios e demandas sociais gerados pela emergência de um novo grupo etário e de uma nova fase no curso de vida. Se pensada no contexto da educação ao longo de toda a vida, representa um instrumento promotor de mudança cultural. Tal conjunto de tarefas e metas faz parte do escopo da aprendizagem no processo de envelhecimento. Por isso siga em frente e vá em busca de novas aprendizagens.

Aprender após os 60 anos de idade - Parte 2 - SUPERA - Ginástica para o Cérebro

Thais Bento Lima é gerontóloga e colunista do Blog do SUPERA Ginástica para o Cérebro

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