A importância das pesquisas neurocientíficas para a 3ª idade

Publicado em: 14/03/2017 por: Barbara

Testeira - MS

qualidade de vida

Thais Bento Lima da Silva, Gerontóloga pela Universidade de São Paulo, Mestre e Doutoranda em Neurologia Cognitiva e Envelhecimento.

Estamos vivendo no mundo um momento atípico de crescimento da população idosa com relação aos demais grupos etários. Isso tem estimulado pesquisas sobre as alterações anatômicas e biológicas do organismo, e principalmente, às relacionadas à anatomia cerebral. Os estudos têm dado ênfase ao conhecimento das estruturas que compõem o cérebro e sofrem mudanças naturais no decorrer dos anos de vida.

Nas últimas décadas, as pesquisas vêm apontando que as mudanças do organismo não são iguais para as diferentes faixas etárias. A realização de pesquisas mostrando estas particularidades é essencial para a promoção de saúde e para a qualidade de vida de um individuo.

Hoje já sabemos, por exemplo, que uma das alterações que mais chamam a atenção em idosos com sessenta anos ou mais é a das habilidades mentais. É comum vermos idosos relatarem dificuldades para recordação de fatos recentes. Pessoas idosas queixam-se de não lembrar nomes de pessoas que acabaram de conhecer e de não lembrar aonde guardaram objetos, entretanto, quando se trata de eventos ocorridos no passado, muitas vezes referentes à infância, recordam-se com mais facilidade. Estudos explicam que isto pode ocorrer devido à carga emocional que está associada a cada acontecimento. Possivelmente a pessoa se lembrará com facilidade dos eventos com forte apelo emocional.

Uma das hipóteses que tenta explicar uma mudança de desempenho reforça a relação entre alterações neurológicas decorrentes do processo de envelhecimento e o funcionamento das habilidades mentais. Outras hipóteses referem-se ao estilo de vida do idoso que poderia influenciar o desempenho de suas habilidades mentais. Os idosos que com frequência têm menor preenchimento de rotina podem ter suas redes sociais diminuídas. Isto pode gerar um estilo de vida pouco desafiador e, consequentemente, um cérebro mais lento, o que chamamos de idosos “empijamados”.

Outras hipóteses supõem que o idoso tenha menor desempenho de memória devido às peculiaridades do seu funcionalmente global, como a diminuição na velocidade do processamento de informações e o menor uso de estratégias para memorizar uma informação.

Hoje com os avanços da ciência há uma maior possibilidade da identificação de indivíduos com maior risco potencial de desenvolver algum tipo de demência. E quais aspectos diferenciam o envelhecimento cerebral normal, do patológico, levando em conta aspectos como: o histórico de vida do indivíduo, como era o desempenho dele antes comparado nestes últimos dez anos, a importância de se fazer uma avaliação das habilidades mentais com profissional especializado e fazer um acompanhamento médico periódico, para verificar o estado de saúde geral.

Pesquisas científicas realizadas nos últimos anos mostraram que o cérebro pode ser preservado com a manutenção da autonomia e da independência de um individuo ao longo da vida. Além disso, comprovaram que é possível realizar ações preventivas para a manutenção do desempenho das habilidades mentais. Entre elas, podemos citar manter boa nutrição, praticar exercícios físicos regulares, realizar exercícios de ginástica cerebral como leitura, jogos de passatempo, jogos de estratégia, exercícios de treinamento de raciocínio, de memória e atenção.

Agora que você leu e entendeu um pouco do que acontece no processo de envelhecimento, que tal exercitar seu cérebro para ter mais qualidade de vida?

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