5 Dicas para ser mais inteligente

Publicado em: 15/02/2017 por: Barbara

Todo mundo quer saber o que fazer para ficar mais inteligente. Especialistas dão dicas de como melhorar seu desempenho nas tarefas do dia a dia

O conceito de inteligência é muito amplo, mas especialistas afirmam que é possível, sim, treinar o cérebro para fazê-lo operar no máximo de sua capacidade.

“Para quem está procurando técnicas para ter melhor desempenho em suas tarefas, existem exercícios específicos. Você pode treinar sua capacidade de foco, atenção, raciocínio e memória de trabalho”, afirma a neurocientista Carla Tieppo, consultora da rede de escolas de ginástica para o cérebro SUPERA.

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Para ser mais inteligente, especialistas recomendam exercitar a memória de trabalho

Segundo ela, e memória de trabalho é a função do cérebro mais importante para quem pesquisa formas de se tornar mais inteligente. Esta é a habilidade do cérebro capaz de manter um grande número de informações ativas no cérebro, de modo simultâneo, facilitando o caminho para soluções de desafios no dia a dia.

“O cérebro responde muito bem aos estímulos que recebe do ambiente. Tenha experiências que provoquem conexões mais ágeis dentro do seu cérebro, como a ginástica cerebral, ou seja, estimular o cérebro com atividades novas, variadas e cada vez mais desafiadoras. Para isso, você pode usar jogos, como quebra-cabeça, sudoku e hashi”, continua Tieppo.

Para a especialista em desenvolvimento de habilidades cognitivas Solange Jacob, diretora pedagógica da rede SUPERA, ser inteligente é ser adaptável.

“Isso significa, entre outras coisas, ter capacidade de mudar agilmente o pensamento para definir prioridades, adaptar regras, identificar erros e corrigi-los, aprender mais e melhor a partir de experiências, manter as informações na memória de curto prazo e armazenar e recuperar informações na memória de longo prazo”, explica a especialista.

Testes de QI são indicativos de inteligência?

Os testes de QI (Quoeficiente de Inteligência) foram criados no início do século 20 com o objetivo de melhorar o sistema educacional francês, e até hoje é a forma mais usada para “quantificar” as habilidades cognitivas de uma pessoa.

O resultado se dá em forma de escala, que geralmente vai de 0 a 200. A partir disso, os especialistas comparam as habilidades das pessoas em relação à faia etária.

Porém, medir a inteligência de alguém não é tão simples assim. Segundo Jacob, trata-se de um método imperfeito de medir certos aspectos da habilidade intelectual e não podemos considera-lo como absoluto por ele ser muito simplificado.

Ela conta que testes de QI são desenvolvidos para medir as habilidades gerais de resolver problemas e entender conceitos, mede o desempenho para responder a perguntas. Isso inclui habilidades de raciocínio, de solução de problemas, de relacionar assuntos e de armazenar e resgatar informações.

“Nós entendemos o cérebro de forma integrada e harmoniosa, entre competências cognitivas e socioemocionais, não como um objeto a ser medido, com propriedades fixas ou estáticas”, relata a especialista.

Como melhorar o desempenho cognitivo?

É comprovado pela neurociência que o cérebro é um órgão plástico, ou seja, pode se modificar de acordo com os estímulos. Por isso, é possível desenvolver sua capacidade por meio do treino cognitivo.

Para manter ou melhorar o funcionamento de um determinado grupo de funções cognitivas, como a atenção, por exemplo, pode-se praticar atividades como Sudoku, Hashi e palavras cruzadas.

Mas segundo Solange Jacob, é preciso ter cautela: as consequências demonstráveis para atividades cotidianas ou duração das modificações é limitada. “Treinar uma habilidade em especifico nos torna bons naquilo que treinamos, mas não desenvolve o cérebro de maneira integral e harmoniosa”.

Para que isso aconteça, o melhor método é treinar o cérebro com atividades que promovam novidade, variedade e desafio crescente, fazendo com que ele sair da zona de conforto, desenvolvendo as conexões entre os neurônios.

“Para um exercício, ou um comportamento afetar o cérebro precisa ser uma experiência mais completa que a experiência usual, familiar, rotineira. Um comportamento conhecido não afeta a neuroanatomia de forma tão significativa quanto o comportamento novo e familiar”, conta Jacob.

A especialista complementa dizendo que treinar o cérebro nos ajuda também a regular as emoções, não agir de forma impulsiva, ignorar estímulos distratores externos e internos para termos melhor desempenho em nossas atividades cotidianas.

Abaixo, ela lista outras 5 dicas fáceis de incorporar ao cotidiano para melhorar a inteligência:

Beba 2 copos de água ao acordar, nos primeiros 30 minutos do dia: A água é necessária para a filtragem de resíduos e para o equilíbrio de fluidos. Dois grandes copos de água compensam o déficit líquido que você teve durante o sono. Estudos com crianças mostram que beber mais água aumenta sua capacidade para executar as tarefas mentais. Você já hidratou seu cérebro hoje?

Leia um resumo de algum livro durante o café: Aqueles minutinhos livres de pausa no trabalho podem ser mais eficientes se você procurar ler resumos de livros “inteligentes”. Pesquise pelo título do livro, por exemplo,  “7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes resumo”.

Ouça podcasts no trânsito: Mesmo que você leve apenas 10 minutos de casa até o trabalho ou até a faculdade, aproveite o trânsito para carregar intelectualmente o seu telefone com um conteúdo inteligente. Você pode buscar por palestras interessantes, audiobooks ou até mesmo podcasts de seus autores favoritos.

Beba chá verde: Enquanto a cafeína é a principal responsável por fazê-lo despertar, o chá verde contém um aminoácido (L-teanina) que provoca o aumento das ondas cerebrais.

Na prática, isso significa que o chá verde vai relaxá-lo sem induzir a sonolência. É por isso que a L-teanina está disponível como um suplemento para ajudar no relaxamento, melhorar a capacidade de concentração e aumentar a saúde cardiovascular.

Abandone o açúcar durante o dia: Caso você não consiga se livrar daquele “docinho” durante o dia, cuide para não ingerir doses de açúcar nos momentos em que precisa se concentrar. Altos níveis de açúcar interferem no funcionamento do cérebro. Substitua o doce por uma fruta após o almoço.

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